1 de mai. de 2007
a tal duna
é impossível, em palavras, descrever o que é estar do lado e, em seguida, em cima de uma duna altona como a que subi hoje. e depois, lá em cima, um sol que prometia se por lindamente. ainda assim, uma situação intergalática digna de ser descrita: só faltou ônibus CVC. mas, afinal, não teria sido impossível prever que valinhos INTEIRA estivesse lá. me pareceu a procissão que vi em morro do pilar. naquela beleza, em duas filas a cidade inteira se organizou. para quem era encenada a peça, uma vez que não haviam espectadores outros que não os próprios atores? a cidade inteira, em silêncio. cá no balcão, a macacada imperava. tinha de tudo. mas como a máquina acabou a pilha, fotos no have. só amanhã. se der conta, vou fotografar muito mais a macacada do que sol. uns faziam ioga, contorcidos. outros tentavam uma pose batidésima onde um parece esar pegando o sol. aí apareceu a lua do outro lado. curiosíssimo, a 180 graus exatamente. o sol se punha no mar, produzindo cores delicadíssimas, enquanto a lua, no lado azul aprofundando, ia subindo e roubando a atenção que era do sol, que não dava pra ver mesmo, pois a coisa do lado de cá estava mesmo nublada. do lado de lá, lá ia a lua, cristalina, boiando num azul só dela, com alguns carneirinhos branquelinhos passando na frente dela. aí a macacada. um que levou tripé para impressionar saiu rapidinho e foi fotografar a lua. ele dominava o temporizador, de modo a aparecer em todas as suas fotos, juntamente com a namorada. valinhos é foda. ou será morrinhos? de qualquer forma, vou parar este e iniciar outro, sobre o calor.